domingo, 17 de março de 2013

Persépolis




Primeiro livro em quadrinhos que li e acho que comecei bem.

Persépolis é lindo. O livro é a narrativa autobiografia de Marjane Satrapi. Uma iraniana que viveu no período da revolução islâmica em 1979. De família moderna e politizada, aos 10 anos se vê obrigada ao usar véu para ir ao colégio. Essa era só uma das mudanças que Marji sofreria. A autora traça sua própria história com a do seu país. 

Quando criança deseja ser a próxima profeta, consegue achar semelhanças entre Deus e Marx. Satrapi apresenta uma perspectiva interessante da sua própria cultura, como conviveu com as perdas e restrições. Como ser mulher num local predominantemente machista.

O período que mais gostei é o que ela passa na Áustria durante a adolescência. Onde precisa se estabelecer como uma iraniana que sofreu com a guerra, mas que também enfrenta todos os problemas comuns da idade. 

O livro foi escrito em quatro volumes que a Companhia da Letras compilou em um único. 

A história é contada de forma envolvente, divertida e bem humorada. As cenas e o desenho são simples todo em preto e branco. Eu gostei muito dessa experiência. E gostaria de encontrar outras histórias tão apaixonantes como a da Marjane Satrapi.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

sobre apreço e enjoo


Descobri por que enjoo das coisas que gosto tão facilmente, é que tenho mania de apreciação. Sabe aquela música ótima, um texto inspirador, uma foto bonita. Apego-me a eles em todos os instantes, consumo, devoro e  descarto. 

Quero conhecer todas as palavras, as dissonâncias, as paradas na música. E aquele encanto estupendo que permeou minha mente nos primeiros dias vai perdendo a graça. Mas antes que pareça que tenho gostos superficiais ou temporais. Deixo claro que o meu amor continua só que agora meio de canto. Ele de lá e eu de cá. Convivendo tranquilamente. Sei que sempre vai ter algo a ser descoberto, só que agora trata-se de uma questão de tempo. Tempo de respirar, tempo de olheiras, tempo de outros livros, que me encaminharão para uma nova descoberta sobre o meu objeto de muita estima.

É aquela velha história de assistir o mesmo filme e ver algo novo e instigante.  Meu enjoo também é temporário, e se o caso a ser estudado me tomar o coração vai ser sempre um eterno redescobrir. Porque acredito que as coisas que realmente valem à pena sempre se ressignificam. São as novas portas, sempre prontas a serem abertas.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A felicidade é...


O que é a felicidade? Falar com um estranho, uma nova comida, um banho de espuma? O projeto Felicidário apresentará durante todo ano 365 definições de felicidade para maiores de 65 (e para todos nós também). Funciona como um calendário e também dicionário com uma ilustração super bacana a cada dia. 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Como não se tornar uma vítima da moda


Achei tão válidas essas dicas do livro A parisiense que resolvi reproduzi-las aqui. Possui pequenas alterações no texto.

1. Antes, refletir
Sempre se pergunte: “Se eu comprar essa roupa será que vou ter vontade de vesti-la hoje à noite?” Se a resposta for “não”,“vou vestir em casa”, ou ainda “nunca se sabe, pode ser que numa festa”, é melhor se mandar rapidinho da loja.
                                  
2. Escutar vendedoras
Tudo bem, algumas delas estão apenas de olho na comissão, mas supostamente conhecem toda a coleção e saberão encontrar a peça que vai ficar bem em você. Em compensação, fuja daquela que lhe disser: “É a grande tendência da estação!” Não vale a pena comprar uma peça apenas porque “todo mundo está usando”. Conheça o seu corpo e o que fica bem em você.

3. Assimilar tendências
Seguir todas as tendências é o primeiro passo para torna-se uma vítima da moda. É importante saber o que está em alta, mas não entrar nas ondas de cabeça. Por exemplo, se estampa de pantera é o que mais vende não se vista com o estilo “fugi do zoológico”. Uma carteira de estampa animal basta para mostrar que é uma mulher de estilo, não uma maria vai com as outras.

4. Dividir o orçamento em dois
De um lado, os básicos de qualidade, de outro, as paixões que tornam o guarda-roupa alegre (um cinto, uma bolsa, bijuterias). É melhor ter poucos mas de boa qualidade. Não se deve visar à quantidade. É preciso saber eliminar. A mentalidade “isso eu guardo para quando for pintar a casa” também não funciona! É preciso se desfazer do que não é essencial.

5. Não comprar obras de arte
Às vezes a gente compra uma roupa pensando: “é uma peça linda!” Gostamos da peça em si, sem relacioná-la ao nosso estilo, à nossa silhueta. Ora, é preciso sempre imaginar como aquilo se integraria ao nosso guarda-roupa. E não pensar que uma peça bem-apresentada na loja, com a luz perfeita, será sempre uma boa compra. Assim você evitará o mantô alaranjado vivo quando seus cabelos forem ruivos e a minissaia prateada com babados quando as suas coxas não se prestam exatamente a isso. Conhecer os limites da moda é uma arte!

Livro A parisiense: o guia de estilo de Ines de La Fressange com Sophie Gachet. Editora Intrínseca, 2011. 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Colcha de Retalhos


"E por aí?
A vida por aqui anda meio conto, nada de poesia.
Mas, pelo menos, não está crônica."

Quem disse que é preciso muitas palavras para prender a atenção? Colcha de Retalhos livro de micro contos do Rodrigo Domit é assim. Arranca um sorriso facilmente ou nos deixa pensativo.
É um livro curto de fácil leitura. Uma pequena coletânea com doses de poesia.

Lindo.

Recomendo a leitura.

O autor disponibilizou o livro para Download

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sobre a blogosfera e mais do mesmo



Eu gosto muito da blogosfera. Não consigo escrever muito aqui, mas acompanho e leio muitos blogs diariamente. Não sei vocês, mas eu gosto de blogs pessoais, mesmo os temáticos precisam desse tom. Sempre que um blog virá profissional demais fico desconfiada e torço o nariz. Parece que o blog vai perdendo o jeito, a forma, fica forçado.

Ok, a internet está para todos e pode ser uma ótima forma de ganhos e afins. Mas, tem muita blogueira abusando do espaço. Primeiro porque as “blogueiras profissionais” que fazem um trabalho bacana são um grupo pequeno. Sobra muita gente fazendo mais do mesmo ou uma imitação mal feita de um blog famoso. A Shame on you e os milhares de blogs de moda que surgem a cada minuto não me deixam mentir.


Fora isso o desespero por uma audiência conquistada sob artifícios suspeitos. Um deles são os sorteios, desses que você precisa seguir quinze mil redes sociais, postar foto, frase, dá um pulinho e uma rodadinha para ganhar um lindo chaveiro. O que é isso minha gente?  Pior que o sorteio é a publicidade disfarçada ou não informada. Indicações de produtos “ótimos” que na verdade foram enviados pela empresa. Isso sim é grave, é enganar o leitor e abusar do espaço e da confiança adquirida.  


Qualquer um que escreva um blog gosta de reconhecimento, de um comentário elogiando e visitas na nova publicação. Todos que se propõe a essa tarefa esperam em alguma medida esse reconhecimento. Que esse seja adquirido por merecimento, inovação ou conquista própria. Vamos criar mais, com mais verdade e bom senso.  


Imagem via Pinterest

domingo, 9 de setembro de 2012

Sobre procrastinar



Procrastinar é arte de adiar. De deixar pra depois aquela tarefa, conversa ou livro importante, mas que no momento parece desinteressante. O procrastinador é aquele que faz tudo no prazo final, ele vai responder o e-mail no dia correto, mas será às 23 horas e 48 minutos. 

Sempre li e ouvi falar sobre o assunto como algo ruim, mas essa semana vi esse texto no The Wall Street que ensina como ser um procrastinador melhor. De acordo com o autor, John Perry, procrastinadores não são improdutivos, mas o oposto. Para ele o importante é gerir a procrastinação.

A teoria de Perry é que procrastinadores agem de maneira estruturada, enquanto eles não realizam a tarefa importante, como completar um relatório do trabalho, eles fazem algo que gostam mais, como ler.  Um dos conselhos do autor é colocar limites em determinadas tarefas. Por exemplo, o procrastinador ao ler seus e-mails pode encontrar um termo novo, pesquisar no Google, depois ler um artigo na Wikipédia que trás nas referências um blog sobre o assunto.  Nesse trajeto ele poderá perder toda a manhã e sequer ler todo o e-mail.

Mas é importante saber que alguns dias não há como se livrar dela, não importa quantas técnicas de produtividade use, o único jeito é render-se. E claro, aproveitar o dia inútil sem peso na consciência.