O que é a felicidade? Falar com um estranho, uma nova comida, um banho de espuma? O projeto Felicidário apresentará durante todo ano 365 definições de felicidade para maiores de 65 (e para todos nós também). Funciona como um calendário e também dicionário com uma ilustração super bacana a cada dia.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Como não se tornar uma vítima da moda
Achei tão válidas essas dicas do livro A
parisiense que resolvi reproduzi-las aqui. Possui pequenas alterações no texto.
1. Antes, refletir
Sempre
se pergunte: “Se eu comprar essa roupa será que vou ter vontade de vesti-la
hoje à noite?” Se a resposta for “não”,“vou vestir em casa”, ou ainda “nunca se
sabe, pode ser que numa festa”, é melhor se mandar rapidinho da loja.
2. Escutar
vendedoras
Tudo
bem, algumas delas estão apenas de olho na comissão, mas supostamente conhecem
toda a coleção e saberão encontrar a peça que vai ficar bem em você. Em
compensação, fuja daquela que lhe disser: “É a grande tendência da estação!” Não
vale a pena comprar uma peça apenas porque “todo mundo está usando”. Conheça o seu
corpo e o que fica bem em você.
3. Assimilar
tendências
Seguir
todas as tendências é o primeiro passo para torna-se uma vítima da moda.
É importante saber o que está em alta, mas não entrar nas ondas de cabeça. Por
exemplo, se estampa de pantera é o que mais vende não se vista com o estilo “fugi
do zoológico”. Uma carteira de estampa animal basta para mostrar que é uma mulher
de estilo, não uma maria vai com as outras.
4. Dividir
o orçamento em dois
De
um lado, os básicos de qualidade, de outro, as paixões que tornam o
guarda-roupa alegre (um cinto, uma bolsa, bijuterias). É melhor
ter poucos mas de boa qualidade. Não se deve visar à quantidade. É preciso
saber eliminar. A mentalidade “isso eu guardo para quando for pintar a casa”
também não funciona! É preciso se desfazer do que não é essencial.
5. Não
comprar obras de arte
Às
vezes a gente compra uma roupa pensando: “é uma peça linda!” Gostamos da peça em
si, sem relacioná-la ao nosso estilo, à nossa silhueta. Ora, é preciso sempre
imaginar como aquilo se integraria ao nosso guarda-roupa. E não pensar que uma
peça bem-apresentada na loja, com a luz perfeita, será sempre uma boa compra. Assim
você evitará o mantô alaranjado vivo quando seus cabelos forem ruivos e a
minissaia prateada com babados quando as suas coxas não se prestam exatamente
a isso. Conhecer os limites da moda é uma arte!
Livro A parisiense: o guia de estilo de Ines de La Fressange com Sophie Gachet. Editora Intrínseca, 2011.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Colcha de Retalhos
"E por aí?
A vida por aqui anda meio conto, nada de poesia.
Mas, pelo menos, não está crônica."
Quem disse que é preciso muitas palavras para prender a atenção? Colcha de Retalhos livro de micro contos do Rodrigo Domit é assim. Arranca um sorriso facilmente ou
nos deixa pensativo.
É um livro curto de fácil leitura. Uma pequena coletânea com doses
de poesia.
Lindo.
Recomendo a leitura.
O autor disponibilizou o livro para Download
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Sobre a blogosfera e mais do mesmo
Eu gosto muito da blogosfera. Não consigo escrever muito aqui, mas acompanho e leio muitos blogs diariamente. Não sei vocês, mas eu gosto de blogs pessoais, mesmo os temáticos precisam desse tom. Sempre que um blog virá profissional demais fico desconfiada e torço o nariz. Parece que o blog vai perdendo o jeito, a forma, fica forçado.
Ok, a internet está para todos e pode ser uma ótima forma de ganhos e afins. Mas, tem muita blogueira abusando do espaço. Primeiro porque as “blogueiras profissionais” que fazem um trabalho bacana são um grupo pequeno. Sobra muita gente fazendo mais do mesmo ou uma imitação mal feita de um blog famoso. A Shame on you e os milhares de blogs de moda que surgem a cada minuto não me deixam mentir.
Fora isso o desespero por uma audiência conquistada sob artifícios suspeitos. Um deles são os sorteios, desses que você precisa seguir quinze mil redes sociais, postar foto, frase, dá um pulinho e uma rodadinha para ganhar um lindo chaveiro. O que é isso minha gente? Pior que o sorteio é a publicidade disfarçada ou não informada. Indicações de produtos “ótimos” que na verdade foram enviados pela empresa. Isso sim é grave, é enganar o leitor e abusar do espaço e da confiança adquirida.
Qualquer um que escreva um blog gosta de reconhecimento, de um comentário elogiando e visitas na nova publicação. Todos que se propõe a essa tarefa esperam em alguma medida esse reconhecimento. Que esse seja adquirido por merecimento, inovação ou conquista própria. Vamos criar mais, com mais verdade e bom senso.
Imagem via Pinterest
domingo, 9 de setembro de 2012
Sobre procrastinar
Procrastinar é arte de adiar. De
deixar pra depois aquela tarefa, conversa ou livro importante, mas que no
momento parece desinteressante. O procrastinador é aquele que faz tudo no prazo
final, ele vai responder o e-mail no dia correto, mas será às 23 horas e 48
minutos.
Sempre li e ouvi falar sobre o
assunto como algo ruim, mas essa semana vi esse texto no The Wall Street que ensina como
ser um procrastinador melhor. De acordo com o autor, John Perry,
procrastinadores não são improdutivos, mas o oposto. Para ele o importante é
gerir a procrastinação.
A teoria de Perry é que
procrastinadores agem de maneira estruturada, enquanto eles não realizam a
tarefa importante, como completar um relatório do trabalho, eles fazem algo que
gostam mais, como ler. Um dos conselhos do
autor é colocar limites em determinadas tarefas. Por exemplo, o procrastinador ao ler seus
e-mails pode encontrar um termo novo, pesquisar no Google, depois ler um artigo
na Wikipédia que trás nas referências um blog sobre o assunto. Nesse trajeto ele poderá perder toda a manhã
e sequer ler todo o e-mail.
Mas é importante saber que alguns dias
não há como se livrar dela, não importa quantas técnicas de produtividade use,
o único jeito é render-se. E claro, aproveitar o dia inútil sem peso na
consciência.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
os livros que não li
Eu fico
envergonhada com a quantidade de livros que não li. E sempre tem aqueles
momentos que aumentam o constrangimento. Morte é um deles. Sinto-me em dívida,
não sei bem. Quando apareceu a notícia que Gabriel Garcia Marquez perdeu a
memória, fiquei envergonhada. Ele não morreu, mas para um escritor perder a
memória deve ser como morrer.
O primeiro
e único livro dele que tentei ler foi Cem anos de solidão. Larguei na
metade, por justa causa na época. Eu era uma caloura, queria devorar os livros
da faculdade e tantas outras coisas tolas de calouro.
A única
maneira de passar esse constrangimento é lendo. Comecei com Crônica de uma
morte anunciada. É um romance curto e de narração impecável. Só fez meu constrangimento
aumentar. Vou passar para o próximo livro e esperar.
"Estavam a
três noites sem dormir, mas não podiam descansar, porque tão logo começavam a
dormir voltavam a cometer o crime. Já quase velho, tentando explicar-me o seu
estado naquele dia interminável, Pablo Vicário disse-me sem nenhum esforço: “Era
como estar acordado duas vezes.” Essa frase me fez pensar que o mais insuportável
para eles no calabouço deve ter sido a lucidez." (Crônica de uma morte anunciada, 1928)
terça-feira, 19 de junho de 2012
o grande mistério
Ontem
uma garota sentou na sacada do prédio, observava a cidade lá do alto. Milhares de luzinhas a baixo dela. Naquele instante uma vaga e ligeira
felicidade lhe consumia. Parecia uma incrível obra de arte a cidade vista
daquele ângulo. Algo que não atendia aos padrões clássicos e estéticos nem fazia
parte de categoria alguma. Era só ela e a imensidão de pessoas com suas luzes. Imaginava se existia alguém
naquele instante que sentia o mesmo que ela,debruçada sobre um mundo inteiro. Com luzinhas perdidas que clamavam por serem vistas dentro daquele
quadro negro de noite. A garota ficou ainda por uns instantes tentando decifrar
o grande mistério, o de ser gente e o de estar perto, como caminhar e ver almas
solitárias que acendiam suas luzes para permanecerem ali, distantes e
displicentes. Mas no fundo, ninguém nunca sabe. A garota desceu as escadas e
apagou as luzes.
Ilustração Maria Eugênia
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